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Análise: Final Fantasy XV

Por Dificuldade Zero - sexta-feira, 9 de dezembro de 2016 Sem comentários

 
   
   Originalmente anunciado como Final Fantasy Versus XIII na E3 2006, o jogo finalmente foi lançado após uma década. E será que ele realmente vale a pena? É isso que tentaremos responder na análise a seguir:

UM JOGO PARA FÃS E NOVATOS

   Esse foi um dos grandes focos da Square Enix ao desenvolver Final Fantasy XV. E pode-se dizer que conseguiram alcançar esse propósito. As batalhas apresentam comandos simples de ataque e defesa, mas também envolvem bastante estratégia. Decidir apenas segurar um botão durante o combate é sinônimo de derrota, a não ser que seu nível seja BEM superior ao do seu adversário. Além disso, a utilização da translocação pelo personagem principal deixa tudo muito mais dinâmico.


   
   Há também um modo estratégico, que pode ser habilitado nas opções do jogo. Com ele, é possível parar o tempo para escolher melhor o que fazer no meio da batalha. A opção acaba tornando o jogo mais fácil.

AS MAGIAS

   Algo que pode incomodar bastante os fãs de longa data da franquia é a forma como as magias foram implementadas no jogo. Basicamente, há apenas três tipos delas (fogo, gelo e trovão) que apresentam-se a partir de algumas variações, mas que na prática não muda muita coisa. Você pode fabricá-las ao misturar porções de cada um dos três elementos e, se quiser, outros itens para aumentar seu poder de força. Esses elementos podem ser coletados no mundo aberto.

   Após a fabricação de uma magia, você escolhe quem poderá usá-la. Se você ou algum dos seus amigos. É preciso tomar cuidado ao usá-las em batalha, pois é provável que você também cause danos aos seus aliados. No caso quando a magia está com seu amigo, é bom torcer para ele não te acertar. Eles costumam usá-la apenas em momentos seguros, mas nem sempre tudo sai bem.

   O último ponto citado não chega a ser um defeito, mas a limitação na variedade das magias certamente é.

OS SUMMONS



   Aqui os summons chamam-se Astrals. Após certa parte da história, é possível utilizá-los. Eles são divindades do mundo em que se passa o jogo, portanto a forma de chamá-los à batalha é bem limitada. A força de cada um deles é extremamente poderosa. Não há muito como saber quando você poderá invocá-los. Simplesmente a música ambiente altera-se, seguido de um botão que aparece na tela para utilizá-lo. Não há regra para tal acontecimento.

O VASTO MUNDO DE EOS


   Detalhes no vastíssimo mundo de Final Fantasy XV, chamado de Eos, não foram poupados. Há grandes cidades, pântanos, campos abertos e muita estrada para viajar. Em cada um deles é possível ver a beleza dos gráficos de um jogo bem trabalhado.

   Por se tratar de um enorme mapa, a forma de locomoção torna-se um ponto essencial. De início, é necessário percorrer distâncias consideráveis à pé. Logo nas missões subsequentes, há viagens de carro mais longas que chegam a levar 6 minutos. Durante o percurso, o grupo de amigos conversa entre si para entreter o jogador, mas ainda é possível se entediar nesse meio tempo. É claro que isso varia muito de pessoa para pessoa. Em uma opinião pessoal, é nesse tempo que você passa a prestar atenção no lindo mundo de Eos e emerge na viagem deles, sentindo-se parte do grupo.

   Com algumas horas de jogo já é possível viajar com Chocobo, o que pode ajudar a desbravar os terrenos fora das estradas. Além disso, há a opção de teletransportar para um local já visitado, o que é extremamente útil quando você já está familiarizado com a região e não deseja gastar muito tempo deslocando-se de uma ponta a outra do mapa. Se quer viajar voando, você também pode (para isso vai ter que concluir uma sidequest). Opções é que não faltam.

UMA HISTÓRIA EMOCIONANTE


   
   É justamente esse grupo de amigos que faz a história do jogo ficar tão envolvente. É importante assistir o anime Brotherhood: Final Fantasy XV para conhecer melhor o passado de cada personagem, por isso fica a dica (clique para assistir)! Só para introduzir os nomes, eles são: Noctis, Ignis, Gladiolus e Prompto.

   Cada um deles tem suas próprias características que ficam bem evidentes ao passar da história. Por exemplo, Prompto adora tirar fotos e Noctis gosta de pescar (sim, é possível pescar!). Apesar de ser interessante assistir ao anime, é no jogo que a relação de amizade entre eles é realmente firmada. A cada conversa você sente-se mais próximo do grupo e esse é um dos pontos cruciais para que a história do jogo seja tão marcante.

   Por falar em história, outro conselho é assistir o filme Kingsglaive: Final Fantasy XV. Ele vai ser de grande ajuda para não perder alguns detalhes da trama e entender tudo o que está passando.

   E a duração? Não é muito, eu particularmente completei a história principal em 20 horas de jogo. Entretanto, esse é um número relativamente baixo porque não me dediquei a fazer as diversas missões paralelas. Tais missões podem ser concluídas mais tarde sem problema algum, e devem fazer o jogo prolongar-se por mais dezenas de horas.

VALE A PENA?

   Os pontos negativos do jogo acabam praticamente desaparecendo quando o jogador se depara com tantas qualidades que Final Fantasy XV proporciona aos fãs e novatos. É claro que o problema da pouca variedade de magias realmente incomoda, mas, mesmo assim, é possível dizer com toda a certeza que o jogo é incrível. Uma experiência de liberdade, de amizade, e de um legítimo Final Fantasy que inovou da maneira certa. Vale a pena? Com certeza!

NOTA: 97

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